Se passar um dia, ou apenas algumas horas presa ao reflexo de um espelho, verei inicialmente pressa, suspiros longos e ásperos de uma crueza condicionada pelo tempo que foge. E os segundos passam, num tic tac frenético de um relogio na parede, os pormenores adensam-se preenchendo o espelho dos meus olhos; camadas de pó largas e desvanecidas saltam da pintura de textura de cêra e cansam-me.
O tempo é o maior inimigo de algo que é suposto ter um significado, um propósito benéfico num mundo coberto de folhas e mentes inflamadas por desejos de algo melhor mas pior. O tempo existe para estar desocupado, para ser uma amálgama de milhões de segundos esquecidos e deitados para tráz das costas de um silêncio inquieto de quem jaz ao sabor da brisa sentado nalgum banco de jardim. O espelho não passa de uma imitação de uma desculpa sincera para arranjar um misto de (des)ocupação, de sensação de tempo aproveitado a conhecer e a procurar verdades visiveis e algumas invisiveis aos olhos de quem não vê.
Esperar que um dia o tempo voe num sem sentido de ponteiros mexidos e loucura é esperar demais.
O tempo é o maior inimigo de algo que é suposto ter um significado, um propósito benéfico num mundo coberto de folhas e mentes inflamadas por desejos de algo melhor mas pior. O tempo existe para estar desocupado, para ser uma amálgama de milhões de segundos esquecidos e deitados para tráz das costas de um silêncio inquieto de quem jaz ao sabor da brisa sentado nalgum banco de jardim. O espelho não passa de uma imitação de uma desculpa sincera para arranjar um misto de (des)ocupação, de sensação de tempo aproveitado a conhecer e a procurar verdades visiveis e algumas invisiveis aos olhos de quem não vê.
Esperar que um dia o tempo voe num sem sentido de ponteiros mexidos e loucura é esperar demais.
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